Artigo - COMO LIDAMOS COM NOSSAS EMOÇÕES?
Se existe uma coisa que não desgruda da gente são as nossas emoções!

Não importa onde, com quem, quando ou como acontece, elas estão aí... grudadinhas em você. Pode ser para lhe dizer de coisas que acontecem dentro do seu corpo ou para dizer das que acontecem fora, mas elas estão aí... pipocando em seu corpo e “loucas” para serem expressadas.

A capacidade de nos emocionar é uma grande conquista evolutiva. Todos nós nascemos aptos para aprender a nos emocionar. Quanto mais em contato com elas, mais aumentamos nosso roll de emoções.
É vivendo situações de carinho e proteção que sentimos amor - é vivendo uma ameaça que nos preparamos para a defesa - é vivenciando situações desagradáveis que nos entristecemos - é superando as tristezas e desafios que nos alegramos... parece que as emoções estão lado a lado com a forma que nos comportamos e nos lançamos ao mundo.

Há quem diga que as emoções não se explicam, apenas se sentem. Ops... crescemos e vivemos acreditando nisso... por isso, de tanto nos emocionarmos e não atentarmos a elas, vão virando um bolo gigante que explode no nosso corpo.

Que baita bagunça fizemos... as emoções nos permitiram evoluir, mas ao não atentar a elas, estamos aprisionados em pensamentos ruins e nada estimuladores.

Sentimos fome, insônia, irritação, raiva, desesperança, inveja, chegamos a ficar paralisados e até adoecemos... quando,na verdade,o que estamos sentindo é uma ansiedade frente a uma situação que não acharmos aptos a vivenciá-la... É... isso se chama ansiedade!O problema é que ao não entender nos faz sentir assim... nesse turbilhão de sentimentos descontrolados.

Agora, imagina o poder que teríamos se conseguíssemos parar um pouquinho, observar as nossas emoções e captar a mensagem que elasnos transmitem, sem julgar ou evitá-las, mas apenas as observando?
Teríamos uma grande ferramenta para impulsionar nossas decisões e ter maior consciência das nossas atitudes!
E mais...poderíamos exercitar aquilo que chamamos de liberdade! Sim...

LIBERDADE!
Liberdade que só é possível quando percebemos nossos comportamentos e o que os controlam. Exercer essa liberdade permite determinar situações e formas de reagir que revertem muitos problemas,que tornam problemas em soluções, obstáculos em desafios, desafios em conquistas, conquistas em felicidade!

E AGORA... VAMOS FALAR DAS NOSSAS CRIANÇAS!!!

Bom, já que falamos da importância e do poder das emoções, porque não começamos a tratá-las nos pequititos?

Hoje, você adulto, sente-se acuado em meio as suas rotinas, nem para mais para dar atenção a sua tristeza, aos seus medos, e o rompante de alegria que tem é quando deita a cabeça no travesseiro e diz: “acabou mais um dia”... Caramba... isso é sério e triste! E não queremos isso para as nossas crianças, não é?

Afinal, quantas vezes o seu filho quis atenção, carinho e afeto e você chamou isso de birra? Quantas vezes ele reclamou de dor de estômago e você deu remédio? Quantas vezes mais disse ter medo de escuro por não querer sentir-se sozinho... é confuso para você? Imagina para ele que está aprendendo com você a nomear seus sentimentos.

Então, deixe-nos ajudá-los! Parar essa roda de correria e desatenção. Hoje, com as demandas do trabalho e com a nossa necessidade latente de sermos felizes, esquecemos de olhar para o que torna possível a felicidade: alegria nas coisas miúdas, o medinho que nos torna fortes e a clareza dos detalhes que nos torna livres.

Criar crianças para serem autênticas com suas emoções,tornam-nas mais livres, mais criativas, menos reprimidas e, potencialmente, mais produtivas e valiosas a nossa sociedade. Afinal, depositamos nossas esperanças de um futuro melhor nelas, mas as crianças só vão chegar neste futuro se formos o presente para elas.
Espero tê-los ajudado a compreender um pouco mais sobre este universo infantil e suas emoções.
Foi uma pincelada, se quiser aprofundar mais neste assunto, mande um e-mail com suas dúvidas.
Também adoraria receber outras sugestões de temas.

Sou, Maria Fernanda Maia, psicóloga, atuo há mais de quinze anos com crianças, seus cuidadores e a escola.
Faço o convite para termos um olhar mais atento e carinhoso sobre esta fase e, desta forma, ajudar a criança a enfrentar seus medos, dificuldades e frustrações permitindo a ela uma percepção de si e do mundo mais saudável e feliz.
Atuo na construção de um ambiente familiar que permita uma relação de intimidade e de afeto que são base para o enfrentamento das exigências do mundo.
Especialista em Psicopedagogia, Neurociência e Análise do Comportamento.
Estudiosa das Terapias baseadas em Mindfulness e ACT - Terapia da Aceitação e Compromisso.